A FRAUDE MENTAL: Sonhos Lúcidos são Ilusões de Controle – parte II

rrr21Por mais que a sua mente possa organizar fatos e juntá-los numa realidade Frankestein, – e isso é ainda algum tipo de inteligência, qualquer um pode acreditar em qualquer coisa e essa crença por ela mesma vai forjar provas, o que não quer dizer que seja totalmente mentira ou totalmente verdade, mas que deve ser investigado, pois a sabedoria de uma pessoa pertence somente à ela não podendo ser aplicada à outrem se aqueles não passaram por situações extremamente similares, no que aqui está uma grande falha humana, não podemos caber nos pacotes feitos para outros, mas devemos sim retirar dali o que em nós cabe.

Nessa interpretação consiste toda a questão da filosofia do rebanho, vulgo massa. E as pessoas se mutilam para se parecerem ao que não são. A minha afirmação sobre a fraude dos sonhos lúcidos é bastante prepotente, mas eu quero que ela seja assim, há uma lei neste Universo que impede que todos sejam mestres, é a mesma lei que rege o rebanho, no que enquanto eu me dou o direito de falar, jamais poderá haver alguém que estando comigo seja eu, conquanto sempre se dará o dever de ouvir. Para aqueles que se dão o dever de ouvir, que oiçam: o que se tem espalhado pela internet sobre a lucidez de um sonho é somente um terço da verdade sobre eles, os sonhos, ou ainda menos que um terço.

Não existem sonhos lúcidos no sentido de que alguém possa desenhar todo um sonho a partir do ponto 0 e colocar nele só o que quer como se o seu querer fosse algo jamais existido em alguma época, ou pegar um sonho já estruturado e torcer suas vigas para formatos infinitos, vide, pois se há um conceito para infinidade é porque a infinidade já é um limite estabelecido de variadas formas alcançáveis, ou seja, você não pode nada! Somente o que está dentro do infinito, e isso é uma constante falsa percepção de “poder muito”. A seguir o relato do segundo sonho.


Segundo Sonho

30 de Agosto de 2021. Eu apareci na frente de um espelho com o rosto de uma antiga colega de classe, estava já dentro do meu sentimento ali no sonho que eu era diabólica devido as coisas que pensei no acontecimento anterior (o sonho 1), eu fixei meu olhar no olho esquerdo, e conforme olhava com mais atenção, a íris enegrecia e se arrastava para o canto dos olhos como se ganhasse outra forma e eu via nisso uma aura demoníaca, no que realmente se transformou numa aranha peluda, negra com listras brancas nas patas, eu tenho pavor de aranha, bicho melhor não poderia ter aparecido no sonho para que eu testasse minha habilidade de mantê-lo (o sonho), aranhas como essa começaram a surgir por outras partes do meu corpo como se o meu próprio corpo fosse o material para a formação delas, comecei a me assustar, então, tive um estúpido momento de falsa lucidez, em que disse a mim mesma que eu podia controlar aquilo e manter a calma, e foi o que fiz, primeiro respirei fundo então a calma veio e eu com todo aquele poder mental, apenas usei as palavrinhas mágicas, eu “quero ter a minha própria aparência”, e não é que eu passei a ter mesmo!?

Qual nada! De fato, a aparência da colega sumiu, mas aquela nova não era a minha aparência, o que eu adquiri foi uma deformidade de aparência que dava ao momento ali do sonho o entendimento de que aquela era a minha aparência, no que durante, eu não pude desconfiar, mas agora ao lembrar, sei que foi um péssimo trabalho do sonho reconstruir a minha face perfeita como a vejo em espelhos reais!

A seguir eu fui testar o meu poder. Havia ido dormir com uma aura sexual muito forte, e ela então, ganhou vida no sonho, ou pesadelo. Lá estava eu no ambiente da casa do meu vô, na ruela de barro, eu queria transar, prefiro usar essa palavra porque tudo era muito feroz, sim, eu queria transar, beijar na boca, eu queria usar aquela energia rubor que exalava de todos os meus poros. Então eu comecei a mexer no ambiente do sonho, nada daquilo me agradava, foi quando usei as palavrinhas mágicas novamente, e passei a chamar por nomes de pessoas, no que elas não apareciam no sonho, e eu supostamente fazia uma força mental tremenda pra continuar manipulando o sonho, como quando há um script já em andamento, mas por forças sobrenaturais, o personagem que devia estar fazendo alguma coisa, decide fora do enredo do diretor, a fazer o que quiser…

Só que essas pessoas a quem chamei, não eram, como dizer?… Elas não eram materializadas ali, faltava-me ainda mais trabalho mental, no que isso se parecia com tentar segurar algo e torcer quando esse algo está constantemente tentando escapar do seu domínio, não havia verdadeira dor, mas sensação de extremo trabalho mental. Chamei por alguém, mas esse alguém não veio, outra pessoa veio em seu lugar, a personalização do ator Thiago Martins (Sal da novela Da Cor do Pecado), ele era muito feroz no seu descontrole, eu sentia os beijos que eu dava, sentia como se fosse real, esses eram os únicos momentos em que o sonho saía da atmosfera mental, para uma atmosfera física, posso jurar que eu realmente fazia aquilo. Mas eu não conseguia sentir o pênis dele, nem o resto do corpo, apenas a cabeça e os ombros por onde eu o enlaçava com as mãos estavam presentes, o resto o sonho não conseguiu materializar. Ele estava visivelmente preso às minhas intenções luxuriosas, e os beijos na boca eu tinha consciência de que fazia para envolvê-lo. Eis aqui um grande mistério! Até para mim, por enquanto…

Notei também que ele gostava, e assinalo isso porque há uma comparação interessante que terei de fazer mais tarde. Havia ali uma troca verdadeira de satisfação.

Eu não sonhei com esse ator aleatoriamente, muitas vezes no passado me pegava questionando sobre sua pessoa (não eram questionamentos sexuais), de modo que ele é uma anomalia na minha mente que eu nutri. Eu queria sentir um pênis, e aquilo não estava me satisfazendo por completo, foi então que chamei por Loki, sim o senhor Loki do filme, aquele Tom Hiddleston com a vestimenta de Loki, não era o ator em si, mas o personagem Loki. E chamei por seu nome. E ele apareceu, alto, bonito, charmoso e maldoso, e esse detalhe novamente o utilizarei mais tarde… (Interessante notar que se eu tivesse real poder, seriam mesmos esses personagens distantes que eu criaria? Eu sei que não!)

Havia uma mureta, onde eu me pus e ali conquistei ao Loki, beijava-lhe a boca não como quem beija descomprometidamente, mas para mantê-lo seduzido, incapaz de resistir, era como se eu alimentasse esses homens com energia sexual e despertasse neles essa vontade vermelha e furiosa, da qual eles realmente não conseguiam escapar, e ao mesmo tempo, o toque nada sensível dos lábios e a invasão da língua deles e o desejo que a minha mostrava, me era extremamente prazeroso e físico, era como se o sonho se rompesse ali enquanto uma estrutura etérica, de substância que se desfaz, para tornar-se praticamente literal, físico, o toque era tão físico em essência que eu retornei das brumas com a sensação enraizada na própria pele e nos músculos!

O Loki estava completo, ele tinha o corpo perfeitamente materializado no sonho, me olhava nos olhos – isso é importante – enquanto nos beijávamos, mas havia em mim uma urgência e ações de comando, no que acontecia o que eu queria e como eu queria. Ia com a mão dentro das calças dele, enquanto a outra estava envolta em seu pescoço, muito alto ele era, de modo que eu permanecia sentada na mureta, e toquei-lhe o pênis e trazia para enroscar em mim, e a minha vagina sentia verdadeiro prazer, verdadeiro no mesmo sentido de ter soado literal demais, só que eu não conseguia fazê-lo penetrar porque havia muita energia urgente em mim, e ao mesmo tempo eu tinha que me dedicar a manter o sonho, no que vez e outra eu oscilava em acordar realmente, isso é louco porque eu me sentia acordando, mas imediatamente me fazia permanecer dormindo, mas até que ponto isso é verdade? Pode ser apenas uma sensação que o sonho manteve, para provar a mim que eu o estava manipulando. Talvez eu nem tenha chego perto de acordar mesmo.

Enfim, eu roçava o pênis do Loki na minha vagina e era como uma masturbação, mas eu queria estar preenchida, no que isso foi muito satisfatório para mim e principalmente para ele, digo isso porque é o detalhe importante que comentarei depois. O Loki não fazia esforço algum, parecia haver nele uma consciência, ele não estava deslumbrantemente perdido naquele cheiro de cio, ele se aceitava estar ali, vi isso dentro de seus olhos e sentindo as ações de seu corpo. Naquele momento com ele cheguei a pensar, a respeito de um texto que escrevi, questionei-me se não estaria eu a gerar demônios ao permitir tal coisa! E cheguei a imaginar dentro do sonho umas sombras negras em formato de gente que caiam em um abismo, mas o meu desejo era tão violento que eu apenas me importei em apenas sentir.

Como o pênis do Loki eu não conseguia por dentro da vagina devido a minha pressa e porque eu tinha quase certeza no sonho de que havia algo de estranho no senhor Loki, decidi que chamaria por Thor, havia essa “maldade” em mim de saber que o Thor era mais suscetível, a mesma “maldade” do Loki.

Chamei por Thor, e ele se materializou, como Loki, ele tinha a aparência do ator Chris Hemsworth, mas estava no personagem, tinha o cabelo curto como em outro filme do qual não recordo o nome, aquela namorada do personagem que aparece em um dos filmes fez-se presente ali no meu sonho, era a atriz Natalie Portman, mas dentro da personagem, havia com ela outras mulheres personagens que não conheço, elas observavam. E eis então o detalhe interessante:

Thor estava a contragosto no meu sonho, ele era extremamente fiel àquela namorada, eu não a chamei, mas ela apareceu no sonho para estar com ele; ele era muito alto, no que repeti o que fiz num sonho antigo, mandei que ele me levantasse e me pusesse em sua cintura, e ali eu fiquei, com as pernas em volta de sua cintura, e com o braço envolvido no seu pescoço, então eu comecei a lhe beijar como fizera com os outros, o beijo com o Loki quase foi tão gostoso quanto o beijo que acontecia com o Thor, não é possível dizer que o beijo no humano foi tão satisfatório porque realmente em termos de comparação não foi; enfim, de novo estava eu movendo meus lábios junto agora aos do Thor, mas ele permanecia tentando olhar para a namorada dele, eu pus o braço dentro de sua calça, e segurei o seu pênis e direcionei para a minha vagina, e depois de masturbar um pouco ali, eu finalmente consegui fazer com que o pênis dele entrasse em mim! Momento glorioso eu sentia.

O Thor era ainda melhor que os outros, embora ele permanecesse invadido por mim, impossibilitado de sair daquele tesão no qual estava preso, ele ainda dirigiu o canto dos olhos para a namorada a dar-lhes explicação do tipo, pedir-lhe desculpas, pois não queria estar a fazer aquilo verdadeiramente, mas aquilo era maior que ele, de modo que não tinha força alguma para resistir e sequer o próprio anseio de resistir existia. No entanto, havia essa fidelidade entre os dois, e consciência por parte dele de que aquela monstruosa excitação não correspondia com alguma verdadeira vontade espiritual dentro de si. E eis o detalhe interessante!

Enquanto eu o dominava, notei que o sonho estava se desfazendo, pois haviam inconstâncias nas cenas, outros enredos surgiam em determinados locais, como um animal branco similar à um cabrito e uma ave, apareceu correndo na mata, o que não é tão estranho já que tive dois sonhos anteriores com um esse ser branco com ares mitológicos, ele veio junto com o Thor, e aquelas mulheres do Universo dele, e permaneceu ali, no que eu notava ele, mas nada podia fazer sobre a sua presença…


Essa vontade espiritual do Thor não pode ser dominada pela minha suposta lucidez e controle. Embora no meu sonho ele fizesse o que eu queria, havia ainda algo dentro dele em algum lugar que não aceitava, e essa coisa deixou intacta a sua fidelidade. Essa mesma coisa estava presente em Loki quando decidiu que deixaria eu agir nos meus impulsos porque os meus impulsos selváticos eram vantajosos para ele, não pela satisfação do sexo,

mas por uma vantagem em algum lugar em que a mente não pode chegar, e que portanto, ela, a mente, não manda em nada, em absolutamente nada, senão nos seus próprios desejos volúveis!

Chamei de espiritual porque acredito ser um termo que está além da própria fisicalidade da mente, algo depois, algo mais sensível, que nunca é realmente o que se controla quando se tem um suposto sonho lúcido. No que eu diria que esses sonhos que se dizem lúcidos acontecem numa camada mental muito baixa, e a

verdadeira lucidez está totalmente incorrompida pelos anseios da mente, nunca chegou a ser sua escrava, tampouco chegará a ser.

Há algum controle na sua vontade de tomar café todo dia? Isso não é vontade, é vício e nos vícios não há controle. Assim como se sacia um vício, também a mente sacia suas crenças, ela constroe com pedaços de fatos, uma verdade Frankestein, e se crê realmente que se escolheu não tomar café hoje, quando na verdade só está nutrindo outra crença, nesse caso, a crença de que se tem algum controle.

Há muito material reciclado nos sonhos, mas entre toda essa sujeirada de constructos psicológicos, há algo que eu acho melhor não nomear demais, mas sim, há algo que quaisquer das nossas realidades não podem manipular porque já nasceram manipuladas por este mesmo algo.

Olhe bem para não ver demais onde foi te mostrado pouco, ou para ver de menos onde apareceu demais.

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