Efeito Borboleta: Escondido no Filme!

Eis alguns conhecimentos que consegui extrair do literal do filme Efeito Borboleta, mas que ainda precisam ser aprofundados:

Evan Treborn e seu pai começam os efeitos temporais com uma certa idade, isso porque há idades especiais que a Cabalah cita como importantes pontos de virada na vida de uma pessoa, todas relacionadas ao Gilgul (Regeneração/Reencarnação), dentre essas datas, os 13 anos.
Quanto a questão de escrever diários é uma alusão a anotar os eventos da vida para decifrar o passado, e lê-los retornando para lá, uma alusão à lembrar-se de quem se é, despertar das centelhas que nos habitam. Pode-se ler isso mais claramente no Shaar HaGilgulim.
Evan Treborn é um hospedeiro de si mesmo no momento dos apagões, sendo esses efeito dessa condição: o jogador assume o avatar. É como quando a lata de café foi parar no armário quando antes estava sobre a pia, quem a mudou de lugar se o dono da casa tem certeza de suas lembranças? Também é uma alusão as almas que temos e para as quais estamos destinados e vamos conquistando, é o mesmo que estar grávido, possuir um outro dentro de si mesmo.
Sobre a permutação no nome Evan Treborn que vira Event Reborn – Evento Renascido – alusão direta ao Gigul (Reencarnações), em especial à Regeneração do DNA dos Sábios, e também ao próprio evento da Viagem no Tempo/O Viajante, pela lei das três almas: Nefesh, Ruach e Neshamah; o Despertar do Buda, Aquele que se Lembra e, portanto, tem a sua Ohr expandida (bilocação), um exemplo bom é a porção dupla que Elisha (Eliseu) recebe de Eliahu (Elias) por um segredo mesmo de reencarnação.
As pinturas de Salvador Dali aparecidas no filmes indicam o Sono e o Tempo, o Sono porque ele é o veículo elétrico, a Tardis, a Máquina por onde o Viajante percorre as linhas temporais; o Tempo escorrendo são as próprias linhas temporais, e elas os sonhos. Salvador Dali se utilizava de técnicas para dormência para acessar recônditos da mente e capturar ideias, num nível baixo de sonolência onde o pensamento corre mais livre do que quando o corpo está desperto. Não a toa é o mestre do Surrealismo.
O presidiário diz à Evan “quando vierem pegar você, refugie-se dentro de sua mente, esteja em outro lugar”, tal coisa é possível em sonhos quando se tem algum nível de consciência dentro deles, mas isso é principalmente uma alusão às Cidades de Refúgio, e esses lugares onde se refugiar a própria Torah, o conhecimento, uma vez que sabido as leis é possível encontrar meandros para se resguardar. Como o ambiente ali é um presídio, então é uma menção direta à julgamentos e condenações, se tratando mesmo das leis de Regeneração, mais precisamente das sentenças de sangue, que é o nó que amarra todo o literal do filme, os crimes que surgem a cada linha temporal que Evan escreve.
Eu não compreendo o filme como ele, Treborn, alterando um futuro de todos, mas criando outras alternativas; elas se sobrepõe e é essa a minha explicação do porque ele poderia ter as marcas nas mãos desde o início, na cena da prisão, e mesmo assim estarem ocultas ao presidiário crente.
O doutor é uma figura constante como a mãe, ele não muda em nada, portanto os dois são figuras destacada das linhas, embora a mãe mude a cor do cabelo quando Evan está preso, ambos tem conhecimento sobre as experiências de Evan. O que eles seriam?
Há finais alternativos que para o filme, se trouxermos isso para a própria história do filme, todos os finais acontecem porque todas as linhas do tempo estão acontecendo, não está uma eliminando a outra, a prova é que ele não perde as memórias anteriores, só adquire novas…
Sobre o final que o diretor escolheu, mas não usou em que Evan assiste ao vídeo de seu nascimento e volta para o período do útero suicidando, também o mesmo acontece com dois de seus irmãos que nunca chegaram a nascer, assistir ao vídeo de seu nascimento, alude claramente à termos conhecimento sobre a nossa vida ali em certo momento no útero, um anjo chamado Laylah, segundo o Talmude, mostra-nos nosso futuro, recompensas e punições, e esta mesma cala-nos os lábios repousando seu dedo sobre nossa boca.
Quanto aos dois irmão mais velhos de Evan, vejo-os como suas almas anteriores, suas reencarnações, posto que os dois possuíam a mesma “habilidade” de viajar no tempo. Eram sonhadores, a propósito como já escrito no texto anterior, as viajantes de Evan são alusões claras à sonhar, já que ele parece desfalecer quando começa, e quando volta, há um choque físico, algo muito comum no estado de pre e pós dormência.
Por ser a sua condição genética não há como não pensar na regeneração do DNA dos justos e consequentemente de seus corpos, como fala o Tanach sobre a volta dos sábios: Isaías 26:19.
Por agora, o filme é fantástico! Agora… nada disso fará sentido se não for compreendido à luz do Zohar e do Shaar HaGilgulim.
Para uma interpretação mais filosófica do filme leia o primeiro poster sobre esse filme.
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